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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Análise do livro - Políticas Sociais e Transição Democrática: Análises Comparativas de Brasil, Espanha e Portugal.



Qual a idéia principal do texto?
A intervenção do estado na economia brasileira e as repercussões nas definições das políticas sociais do Brasil, a transição dos governos e governantes e dos regimes políticos de cada época.

Em que momento histórico-social, foram criadas as políticas-sociais?
Momentos de agitação na área econômica, de repressão no regime militar e do Neoliberalismo na Era Collor, a política social sempre se adaptou ao contexto políco-ideológico, preservando seu caráter de ação compensatório, destinada aos pobres, carentes e desamparados.

Localize no texto as políticas sociais e o ano de sua existência, e o regime político da época.
O texto inicia nos anos 30, pois antes da Revolução de 30 não existia um estado central no Brasil; a sociedade brasileira era dividida em oligarquias regionais  com dinâmica própria e independente e os governos antes desta década não traçaram políticas nacionais.
Na era Vargas (1930-1950) criou-se o Estado, populista e regulador, deu-se o inicio da industrialização e dos sindicatos. A criação do Ministério do Trabalho para fiscalizar e regular os sindicatos, além de leis que proibiam greves.
O período Vargas responde pela montagem dos primórdios das bases institucionais necessárias à construção do capitalismo.
Abandonando as questões pouco relevantes para a construção das bases do capital, centraliza a atenção no social: a fixação do salário mínimo, política de previdência social por categorias, criação de sindicatos urbanos.
No governo JK (1956-1961) ocorre à abertura da economia brasileira para o capital estrangeiro, esculpiu instrumentos de financiamento e represa os salários. É tempo de euforia, crescimento, êxodo rural, o plano de metas, a construção de Brasília. Sob a égide de uma democracia, que não se assumia, os sindicalistas mantinham-se atrelados ao estado com liberdade limitada, os partidos de esquerda impedidos de legalidade. A classe trabalhadora vista como ameaça. O governo JK é responsável pela recessão que o país atravessa a partir do final de sua administração.
O período Goulart (1961-1964) é o de mais alta tensão. A classe trabalhadora entra pela porta dos fundos, defendendo um projeto nacional como um pacto entre classes mas a burguesia não aceita.
A partir de 1964, o conjunto de forças que compõe o populismo, foi destruído e o operário sufocado pelo regime militar.
Adota-se uma política recessiva, sem oposição dos mos movimentos sociais e operários. Perseguição a líderes sindicais, prisões ilegais de intelectuais, etc. salários são congelados, criação de bases institucionais para novo ciclo de concentração de renda no Brasil. A reforma tributária, a reforma administrativa, a modernização do aparelho público, centralização do poder federativo, mudança na legislação trabalhista, a instituição do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), universalização dos direitos (aposentadoria, educação), implementação de grande parte das políticas sociais.
Ao final de 1974 a recessão e a economia brasileira entra em crise.
(1975-1977 a 1980) período de alternância crítica do regime e tentativa de retomada do crescimento, eleições diretas, reformulação partidária e  fortalecimento da burguesia.
Eleição de Tancredo Neves (1989), imposta pela mídia com respaldo da classe dominante. Morre antes de assumir. Entra em cena o vice, José Sarney, que sem legitimidade política assume o governo encaminhando o país a um processo de crise política, econômica, social e moral.
Após as eleições diretas em 1989, assume Fernando Collor de Mello (1990-1992) que é a própria escultura de políticas neoliberais, transforma-se numa força poderosa, confisca a moeda com o apoio do STF, mas apesar do poder embrulha-se em corrupção, extorsão e rompimento com partidos políticos, fato este principal, culminando com o Impeachment  em 1992. ano este em que assume Itamar Franco, dando continuidade e aprofundando as políticas propostas pelo antecessor.
A eleição de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) coloca um ponto final na transição, define-se o liberalismo, as palavras de ordem passam a ser eficiência e competitividade. Apesar de se declarar como social-democrata é condutor e fiador do projeto neoliberal no Brasil. 

 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SANTOS, Reginaldo Souza. Políticas Sociais e Transição Democrática: Análises Comparativas de Brasil, Espanha e Portugal. São Paulo: Mandacaru; Salvador: Cetead, 2001.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Análise crítica: Awake - A vida por um fio.

O que desperta a atenção de quem assiste ao filme, é o grande sofrimento que Clay passa, em todos os âmbitos de sua vida, decepção amorosa e com o amigo, além de ouvir tudo sobre o plano que seu amigo e sua recém-esposa tinham de matá-lo para ficar com o seu dinheiro, mesmo anestesiado, sentiu todas as dores sem poder se mover e fazer nada.
Como Clay poderia lutar pela sua vida? Preso a uma cama, impossibilitado de fazer nada.
O que mais surpreende é o ato corajoso e sensível de uma mãe que faria tudo pelo seu filho, em doar sua vida (seu coração) em prol de salvar a vida de seu ente querido, realmente muito emocionante essa cena.
Até que ponto as pessoas amam de verdade? Ou será que amam somente o dinheiro e é capaz de fazer qualquer erro, e cometer um ato totalmente fora da realidade ética?
O médico, que se passou de amigo de Clay, além de não apresentar ética na sua profissão, por ter passado por vários processos, continuou exercendo a profissão sem punição, não teve ética pessoal, enquanto um cidadão, ser humano, amigo que tem sentimentos, ele simplesmente se mostrou um ser humano frio, que só tem um foco direcionado em ascensão na vida através do dinheiro. Uma pessoa que se dedicou anos de sua vida a estudar o ser humano, no âmbito de uma profissão da saúde, isto é, cuidar da vida de um indivíduo que busca o seu serviço, e ainda assim ser capaz de cometer um ato como esse, mostra o quanto o ser humano pode ser capaz de se distanciar dos valores, virtudes e princípios que conferem ao homem o título de um ser racional, passando a ver o corpo como uma “coisa” qualquer, um boneco feito de carne que pode ser manipulado como bem entender, já que está em suas mãos o poder de manter ou tirar a vida de uma pessoa, se utilizando desse poder para seu benefício próprio, passando por cima de uma série de aspectos que já foram citados anteriormente e principalmente o que diz respeito a ética. A ética não por acaso faz parte da formação dessas pessoas, mas esta não é suficiente para evitar condutas como a do médico do filme, é preciso que a construção dos valores morais e éticos exista desde o início do processo de desenvolvimento humano, para que sejam consolidadas as bases para a formação de um indivíduo que pense o bem e faça o bem para si próprio e para a coletividade.
Da mesma forma, Sam, a companheira de Clay, em nenhum momento pensou no amor incondicional que Clay tinha por ela, preferiu muito mais um instrumento material, sujo e que traz muitas disputas, como o dinheiro, ao invés do amor verdadeiro. 
Assistir esse tipo de filme, nos ajuda a refletir sobre nossas ações e mudar alguns hábitos de     vida e relacionamento com o outro, e aprender a escutar mais as pessoas que nos amam de verdade e ter cuidado em quem confiamos.
E fica a pergunta: até que ponto podemos chegar por dinheiro? Qual o limite entre o ético e o moral?

Obs: análise retirada da internet.
 
           

sábado, 20 de outubro de 2012

Análise crítica - O Nome da Rosa


O filme nos leva à uma imersão na Idade Média, fazendo-nos transitar por diversos temas e fases da história, tornando-se uma grande aula de história e também de filosofia.
A atmosfera sombria, a aparência doentia dos monges / frades, a rejeição a conceitos tidos como avançados pelos monges frequentadores do mosteiro e a abordagem à Santa Inquisição que passa a ser feita a partir da segunda metade do filme nos permite compreender um pouco do que foi a Idade Média.
O filme aborda a questão da ciência como caminho que leva à verdade e ao saber, e a religião como o caminho da irracionalidade e do obscuro. Retrata um ambiente no qual as contradições e oposições, justificam as ações humanas. O confronto entre os franciscanos e os representantes da Inquisição, nos coloca novamente frente a frente com a questão do Bem e do Mal. É também uma crítica do poder e do esvaziamento dos valores pela demagogia, violências sexuais (mulheres que se vendiam aos monges em troca de comida), a luta contra a mistificação e o poder.
O Nome da Rosa é uma viagem imaginária à Idade Média européia. A oportunidade de reflexão aberta das questões filosóficas, dos conceitos de Bem e Mal, de certo e errado.
Autor: R. Creton

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Análise crítica - filme Náufrago

A história contada no filme é uma história que já foi contada muitas vezes. Podemos ver muitos relatos de náufragos que sofreram e que também tiveram um final feliz. A diferença é que o filme é muito bem feito, é inteligente, é cheio de emoções e tem uma originalidade incrível, merecendo por isso o prêmio Nobel. Não sei, talvez deva ás qualidades técnicas usadas. É muito comovente visto que transmite mensagens de otimismo e esperança.
Desde início do filme que Chuck interpretou e representou muito bem o filme. Quando ele chegou e começou a deparar com os estranhos barulhos ele ficou com esperança de ser alguém que o pudesse ajudar, mas também não fugia do medo de ser algum animal perigoso.
E assim orientado pelos estímulos e dados sensoriais ele começou a enfrentar aquela nova vida que era bem real. A intuição humana levou-o a implantar os seus conhecimentos, por exemplo, na sua descoberta do fogo.Tem tudo haver com o espírito humano tentar descobrir algo novo e tentar sempre se ascender quer pessoalmente, quer profissionalmente. Podemos ver isso quando ele chega naquela ilha e começa a salvar as encomendas da Sedex com esperança de entregá-las. Tudo isso para que ele continuasse com o mérito de um funcionário exemplar. Mas quando ele achou que nunca mais ia voltar ele usou algumas encomendas como auxílio à sua sobrevivência.
Mostram e muito bem no filme que o atrito está sempre presente na vida e que só quem pensa aprende com as experiências e sabe que as coisas que nos aparecem mínimas na vida são úteis e grandes.
O meio influencia o comportamento. Ele começou a se adaptar às condições do seu novo mundo pescando e comendo peixe cru. E começou a estudar as fases da lua relacionando-o com a maré. Juntamente com o Wilson construíram a pequena canoa e partiram.
A amizade é uma grande fonte de inspiração e de ajuda. Devido ao novo amigo - Wilson – Chuck consegui viver durante os 4 anos naquela ilha. E na partida, quando ele perdeu o seu amigo, ele se sentiu só e desmotivado deixando se levar para onde o mar quisesse. Achei a cena do Wilson muito humana. Quando a Baleia apareceu, ele sentiu na pele a sua morte, mas para ele pouco importava naquele momento, pois tinha perdido o seu grande amigo. A cena da baleia foi linda. Ela tinha um olhar fascinante.
Quando ele chegou, tudo havia mudado. Achei muito estranho a rapidez e a maneira como ele mudou, confesso. Talvez queriam retratar que quando as circunstâncias mudam também temos que mudar para podermos nos integrar a elas.

fonte:Admilsa M. F. Garcia

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Breve análise crítica do filme - O Diabo veste Prada

Sabe-se que a situação financeira pode ser indagada pela moda, porém ao andar por um calçadão, shoppings, bares e restaurantes pode-se notar que a maioria dos sujeitos está usando produtos de destaque nos discursos sedutores da mídia como: celulares, bolsas, estampas e cores conforme aquela estação. No entanto, a moda é uma arma da busca por um “eu” perfeito, mesmo que essa busca seja uma estrada sem fim ou mesmo que o sujeito alegue não ser vítima dela, ela está presente cotidianamente em suas vidas.
Andy não quis continuar sendo a assistente de Miranda, porém ela usa o que aprendeu na Runway para refazer seu processo de identidade, com maior autoestima. Isso comprova que a personagem fez a escolha não por um determinado grupo e sim, por ela como indivíduo. Hoje, pessoas realizam seus casamentos e festas e querem ter destaques em colunas sociais, o que comprova a necessidade que o sujeito tem de se glamourizar e estar incluso.
A moda é uma vertente poderosa que determina o estilo, a identidade, o grupo a quem os indivíduos pertencem e, até mesmo o sujeito que não é destaque em colunas sociais, gosta de ler e apreciar os eventos publicados em impressos como os apresentados no filme em pauta.
Moda não é tão simples e envolve muito mais que a indústria de luxo, sendo essa a grande mensagem do filme “O Diabo veste Prada”. Hoje a moda tem se expandido em todo o mundo e mesmo sem poder aquisitivo todos querem, desejam e sonham com seus produtos, seja para enfeitar-se, para arrancar elogios ou simplesmente para ir a uma entrevista de trabalho e estar bem apresentável. Os valores exorbitantes creditados à marcas e seus respectivos produtos salientam poder.
Contudo, não há como viver imune a moda, mas entregar-se a ela sem restrições é um grave sintoma do mal estar da civilização, ou seja, o indivíduo tem a dura tarefa de ter autoestima e sucesso e ser ele mesmo. Essa foi a escolha da personagem Andréa. O Diabo veste Prada realmente foi um filme que nos impressionou, e tirou aquela ideia de mais um filme americano. Trata-se de um filme realista, que fala sobre os obstáculos encontrados no mercado de trabalho e o que as pessoas acabam fazendo pra crescer na vida.
Em certo ponto Miranda afirma à mocinha do filme com toda certeza, arrogância, luxúria e calma do mundo: “Essa é a vida que todos querem”. Porém nesse momento, Miranda desperta a libertação de Andy e do público.
Quanto ao que concluímos especificamente sobre a profissão de jornalista, versa em torno do olhar que leigos e terçeiros tem sobre a atividade. Segundo a retratação e aprofundamento que o filme deu, jornalistas são dúbios, são metamorfos e buscam reaização e reconhecimento. São profissionais cuja técnica e teoria apreendida não são questionadas porque pouco são requisitadas. O filme poderia ter dado uma abrangência e aprofundamento maior da profissão, privilegiando não só o lado difícil e sofredor da profissão, mas também o lado aclamado e reconhecido.


Texto extraído do trabalho realizado por Bruna Essig e Alexandre Soares Pinto para a cadeira de Crítica da Mídia da PUCRS.