sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Envelhecer Bem

Envelhecer bem depende das chances do indivíduo quanto a usufruir de condições adequadas de educação, urbanização, habitação, saúde e trabalho durante todo o percurso da vida. Essa adequação é evidentemente relativa às estruturas e ao valor vigentes na sociedade, mas é de se esperar que em um sistema social estável, que valoriza o ser humano para além dos critérios de produtividade econômica, as pessoas tenham condições mais favoráveis para uma velhice satisfatória. É também importante para a sociedade lidar com as crenças vigentes em relação à velhice, tanto para saber o que determina como para identificar suas conseqüências sobre o bem – estar do idoso.
A auto – valorização e o bem – estar do idoso origina-se da satisfação de cumprir as metas de uma vida e reflete a qualidade das interações com a família e com os amigos.
Velhice não é doença e o idoso não esta necessariamente mais perto da morte.
O envelhecimento da população é um fenômeno demográfico, é preciso enfrentar tal expectativa e criar políticas públicas que melhorem as condições do idoso e leis que protejam os mesmos do não cumprimento do Estatuto do Idoso. Cada organismo é caracterizado por uma serie de transformações comportamentais, que se organizam de forma singular; é a individualidade e o envelhecimento intrínseco, que dura da concepção à morte, e não a idade cronológica, o determinante básico do desenvolvimento e do envelhecimento.


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

História da Habitação no Brasil - Parte II

Os anos 70, os argumentos para industrialização da construção brasileira se efetivem urgentemente, assim como na década de 50, comparece no artigo (Acrópole, 1970 nº 380, p.32.37) do arquiteto de Walter Gropius que a moradia é um “problema de necessidade de massas”. Sendo assim, nega a possibilidade de qualquer intervenção do usuário no processo industrial de fabricação de casas e amplia a atuação dos técnicos no alcance de resultados satisfatórios no que se refere à economia, mas também, tecnologia e forma. No que se refere ao foco de atenção, duas mudanças significativas devem ser ressaltadas. A primeira, em relação á importante análise crítica sobre as políticas públicas habitacionais e os processos de produção no canteiro de obras bem como as diretrizes do urbanismo e das habitações do movimento moderno. A segunda, referindo-se às experiências dos projetos habitacionais internacionais da Argentina e Cuba, e não mais somente os da Europa.
Outra crítica, feita por Ermínia Maricato, refere-se às contradições entre os equipamentos consumidos e a qualidade da construção e do espaço das moradias. Seu artigo (Módulo, 1982, nº69, p.28-30), mostra que “o interior da casa popular revela, aos olhos de quem o analisa, as contradições da vida doméstica, do universo ideológico, do padrão de consumo criado pelo tipo de crescimento industrial adotado pelo capitalismo brasileiro a partir dos anos 50, que se combina contraditoriamente a uma situação de baixo poder aquisitivo e de precariedade das condições de vida das massas trabalhadoras”.
Os anos 1990, nesse período, crescem a divulgação de projetos de pesquisas vinculadas à questão habitacional realizadas, sobretudo, nas universidades brasileiras. Mas também, práticas alternativas às existentes começam a fazer presença. Um exemplo disso é o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa em Tecnologia de Arquitetura e Urbanismo, (NUTAU/USP), apresentado no artigo.
(Projeto, 1996, nº. 193, p 24), que tem o principal objetivo de aumentar a eficiência da autoconstrução no país através da oferta de pré-fabricados adequados. Outro exemplo são os edifícios do alojamento de estudantes, da creche-escola, do restaurante e do centro comunitário, construídos em pré-fabricados de cerâmica.
A presença da habitação como tema de discussão parece garantida ainda por décadas. O pré-debate da Conferência das Nações Unidas de Istambul, 1996, relacionou não só a moradia como foco de atenção, mas naturalmente, suas vinculações como urbanização, posse de terra, gestão urbana e mesmo a participação feminina, além do “direito à saúde”, instaurado por Henri Lefébvre na década de 60.
A medida que avançamos nas pesquisas verificamos que a questão da gestão urbana , e o acesso mais democrático á habitação no seu bojo, entraram sim na pauta das preocupações dos atores políticos, e foram com concretizadas nas Leis Orgânicas Municipais e Planos Diretores. No obstante, a transposição de alguma vontade política expressa em lei não significou a viabilização de projetos rigorosos e coerentes para garantir um acesso mais democrático à cidade para as camadas populares. Os obstáculos são de ordem legal e também política. Vemos ocorrer à regulamentação dos artigos 182 e 183 da Constituição Federal após longos anos (Lei nº 10.257 de Julho de 2001 – Estatuto da Cidade), os artigos previam a possibilidade de uma administração do espaço urbano de forma mais democrática, instituindo diversos mecanismos que permitiriam uma maior intervenção no espaço, entre eles a taxação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) progressivo no tempo, para áreas não constituídas.
A realidade é que, cada vez mais, cidades de porte médio são apontadas como excelentes locais para se viver e se investir. Aparecem frequentemente como “ilhas de prosperidade”. No decorrer da década de 1990, a imprensa descobriu a existência de um Brasil de interior pujante, no qual cidades médias oferecem um pouco de tudo que as grandes capitais dispõe. As cidades de Londrina, Maringá e Cascavel são pólos regionais do Paraná, contudo estão rodeados de várias cidades menores, extremamente dependentes do centro e que exercem e que exercem a função de cidades dormitório.


quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Histórico da Habitação no Brasil - Parte I

Na época de 1920, os discursos das revistas examinadas se centram na idéia de que construção de “habitações higiênicas” pelo poder público resolveria o problema habitacional.
Tais habitações substituíram os “casebres” e as “casas de cômodos”, considerados a origem de quase todos os males.
Nos anos 30 ainda que sejam apresentadas mudanças significativas na produção da habitação durante a década de 30, algumas propostas alternativas. Como exemplo, temos a indicação de um outro modo de viver que rompe a hierarquia dos espaços rígidos por meio de um ambiente integrado, dividido por cortinas e sem espaços de serviço.
Nos anos 40, alguns preceitos, já apontados nos anos anteriores, são ampliados nesta década como, por exemplo, àqueles ligados às ações higienistas a ao controle social da população. Além disso, a produção das unidades habitacionais coletivas, articuladas com outras funções como restaurante, lavanderias, enfermaria, assim como espaços para crianças, lazer e práticas esportivas, começam a ser publicadas como solução para a insalubridade presente nas moradias isoladas – casarões, mocambos, favelas e cortiços. É inevitável perceber que a política habitacional brasileira, aquela época, já começava a se referenciar aos conceitos e ás estratégias de projeto de habitação coletiva receitada pelo movimento moderno internacional.
Anos 50, nesse período, os projetos e construções dos grandes conjuntos habitacionais, emblemáticos do movimento moderno brasileiro a ser legitimado, fazem-se presentes, orientados pela premissas já apontadas nos artigos da década anterior – a produção seriada de unidades habitacionais coletivas (moradia mínima) associada aos serviços como restaurantes, lavanderias, enfermarias, locais para crianças, passeios e práticas esportivas.
Nos anos 60, a divulgação de projetos de unidades habitacionais associados aos serviços continua, porém, como foco secundário da discussão. A promulgação dos componentes pré-fabricados, aliados ao estímulo crescente da industrialização da construção, comparece como solução central ao problema habitacional brasileiro. Hoje sabemos que a promoção da industrialização da construção não foi suficiente para minimizar os dados estatísticos referentes déficit habitacional brasileiro, estimado em 2005 em quase oito milhões de unidades, segundo a Fundação João Pinheiro. 
A pré-fabricação era também usada nos projetos dos grandes conjuntos habitacionais financiados tanto pelo governo, por meio do Banco Nacional de Habitação (BNH), quanto pelas grandes indústrias, o BNH , criado em 1964, era um banco com a função de realizar operações de crédito e gerir o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) , por intermédio de bancos de bancos privados e / ou públicos e de agentes promotores, como as companhias habitacionais e as companhias de água e esgoto.


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Políticas Sociais 1930 a 2002

Nos anos 30, pois antes da Revolução de 30 não existia um estado central no Brasil, a sociedade brasileira era dividida em oligarquias regionais com dinâmica própria e independente e os governos antes desta década não traçaram políticas nacionais.
Na era Vargas (1930-1950) criou-se o Estado, populista e regulador, deu-se o inicio da industrialização e dos sindicatos. A criação do Ministério do Trabalho para fiscalizar e regular os sindicatos, além de leis que proibiam greves.
O período Vargas responde pela montagem dos primórdios das bases institucionais necessárias à construção do capitalismo.
Abandonando as questões pouco relevantes para a construção das bases do capital, centraliza a atenção no social: a fixação do salário mínimo, política de previdência social por categorias, criação de sindicatos urbanos.
No governo JK (1956-1961) ocorre à abertura da economia brasileira para o capital estrangeiro, esculpiu instrumentos de financiamento e represa os salários. É tempo de euforia, crescimento, êxodo rural, o plano de metas, a construção de Brasília. Sob a égide de uma democracia, que não se assumia, os sindicalistas mantinham-se atrelados ao estado com liberdade limitada, os partidos de esquerda impedidos de legalidade. A classe trabalhadora vista como ameaça. O governo JK é responsável pela recessão que o país atravessa a partir do final de sua administração.
O período Goulart (1961-1964) é o de mais alta tensão. A classe trabalhadora entra pela porta dos fundos, defendendo um projeto nacional como um pacto entre classes mas a burguesia não aceita.
A partir de 1964, o conjunto de forças que compõe o populismo, foi destruído e o operário sufocado pelo regime militar.
Adota-se uma política recessiva, sem oposição dos mos movimentos sociais e operários. Perseguição a líderes sindicais, prisões ilegais de intelectuais, etc. salários são congelados, criação de bases institucionais para novo ciclo de concentração de renda no Brasil. A reforma tributária, a reforma administrativa, a modernização do aparelho público, centralização do poder federativo, mudança na legislação trabalhista, a instituição do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), universalização dos direitos (aposentadoria, educação), implementação de grande parte das políticas sociais.
Ao final de 1974 a recessão e a economia brasileira entra em crise.
(1975-1977 a 1980) período de alternância crítica do regime e tentativa de retomada do crescimento, eleições diretas, reformulação partidária e fortalecimento da burguesia.
Eleição de Tancredo Neves (1985), imposta pela mídia com respaldo da classe dominante. Morre antes de assumir. Entra em cena o vice, José Sarney, que sem legitimidade política assume o governo encaminhando o país a um processo de crise política, econômica, social e moral. 
Após as eleições diretas em 1989, assume Fernando Collor de Mello (1990-1992) que é a própria escultura de políticas neoliberais, transforma-se numa força poderosa, confisca a moeda com o apoio do STF, mas apesar do poder embrulha-se em corrupção, extorsão e rompimento com partidos políticos, fato este principal, culminando com o Impeachment em 1992.  Ano este em que assume Itamar Franco, dando continuidade e aprofundando as políticas propostas pelo antecessor.
A eleição de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) coloca um ponto final na transição, define-se o liberalismo, as palavras de ordem passam a ser eficiência e competitividade. Apesar de se declarar como social-democrata é condutor e fiador do projeto neoliberal no Brasil. 


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

E O POBRE, O QUE RECEBE?!?

A miséria sempre carimbou os capítulos da história do mundo. As campanhas contra a fome, a falta de habitação, de terra, de saúde, educação, e até de agasalhos estão em toda a parte.
O preconceito ensina a classe média a ver o pobre e os moradores de rua como um conjunto homogêneo de cidadãos diferentes, espécie de casta nascida para não entrar em campo. Enxergá-los como pessoas normais, com as mesmas carências físicas e pretensão emocional de qualquer um, é um grande desafio social.
Segundo José Saramago, escritor português, fomos sentenciados por Deus através de nosso primeiro pai e nossa primeira mãe, “a ganhar o pão da família com para se o suor do nosso rosto tendo como, destino final a terra da qual haviam sido tirados” e pela qual haveríamos de brigar e defender, pois, conforme o mesmo autor afirma: “O cordeiro, veio ao mundo para ser devorado pelo lobo”, e assim é natural que haja senhores e servos, ricos e pobres.
Vivemos em um país de 850 milhões hectares de terra nem sempre bem aproveitadas e por isso acompanhamos movimentos de “reforma” agrária prometidas por tantos governantes e esperada por tantos brasileiros enquanto se mancha de sangue nosso chão varonil ao mesmo tempo em que enche os bolsos dos governantes dessa Pátria amada, Brasil.
Milhares de famílias brasileiras vivem abaixo do nível de pobreza, isto é, das condições mínimas de sobrevivência, quer seja de habitação, saúde, alimentação, acesso a escola e lazer, e, milhares de vezes as políticas prometem fazer algo por elas em grandes comícios e campanhas eleitorais em época de eleição, promessas esquecidas quando assumem o poder e a boa vida que isso lhes proporciona.
E o pobre, o que recebe...Políticas sociais mal estruturadas recebidas pelo povo como benefício por desconhecerem seus direitos de cidadão. Art. 6º Cap. II da Constituição de 1988...” São direitos Sociais a educação, saúde, e o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança”...direito do povo a ter o mínimo para sobrevivência, mas que sobrevive com menos nas favelas, assentamentos, ruas, barracas e viadutos carentes de tudo, desde o básico até o mínimo. E tudo o que se vê são relatos, retratos e comentários dos altos índices de pobreza e miséria nos grandes jornais da imprensa falada ou escrita e tudo é discutido nos grandes salões do congresso, com ar condicionado, pelos homens de terno e gravata enquanto alguns nem camisa têm.
A música “Fantasia” de Chico Buarque ajuda-nos a refletir sobre a miséria humana, com seu jeito manso convida-nos ao canto para esquecer as amarguras da vida, “o ferro do suplício”, dia após dia, noite após noite sem perspectiva de melhora, “trabalhando a terra, preparando a tinta, enfeitando a praça”, para outros aproveitarem. E a saga continua: o mais forte contra o mais fraco, como o lobo e o cordeiro na lição antiga, mas jamais esquecida pala eterna repetição da mesma.
O fotógrafo, Sebastião Salgado, em uma de suas obras, relata a miséria humana de um modo simples, com arte e luz na tentativa de tornar mais bela o semblante de homens, mulheres e crianças sofridos, emagrecidos, queimados pelo sol e pela vida, mãos calejadas, pés emagrecidos e machucados, olhar sem brilho perdido no horizonte de uma estrada longa e árdua de um caminho sem fim. E a esperança... Ah! a esperança...
Canavieiros, carvoeiros, garimpeiros, tropeiros e tantos outros “eiros”, revelando o sol, revidando a noite, enterrando os mortos, enriquecendo a elite que sempre se aproveitou dos mais fracos e menos favorecidos.
E o pobre, o que recebe... Promessas, palavras, bolsa família, vale gás, famílias desamparadas, filhos barrigudinhos, olhares de tristeza de uma fé que não se abala, pois somos todos os filhos de Deus, através do “nosso primeiro pai e nossa primeira mãe” e seguimos a espera de governantes mais humanos, políticas mais concretas, sociedade mais consciente neste país tão grande e cheio de maravilhas que a natureza nos dá de presente que se chama: BRASIL! 



terça-feira, 7 de outubro de 2008

Ética nas Profissões

Ética – (palavra de origem latim ethica) é um campo de reflexões filosóficas que busca conhecer as relações entre os seres humanos e seu modo de ser e de pensar.
O estudo da ética teve inicio com os filósofos há 25 séculos, e hoje abrange varias áreas do conhecimento como sociologia, psicologia etc...
As doutrinas éticas fundamentais nascem e desenvolvem-se em diferentes épocas e sociedades como resposta aos problemas básicos apresentados pelas relações entre os homens e de seu comportamento moral afetivo.
Para Aristóteles, filósofo grego, “o estudo da ética deve enfatizar o preparo do individuo para que o mesmo possa viver em sociedade. Há, portanto, um campo comum entre ética e política. A ética deve estabelecer o princípio de ação virtuosa; a política deve enfatizar os homens como um ser social procurando estabelecer os princípios de sua ação racional”.
Todas as profissões têm seu próprio Código de Ética, trazendo benefícios recíprocos a quem pratica e a quem recebe preservando condutas condizentes com os princípios éticos específicos.
Um profissional comprometido com a ética não se deixa corromper em nenhum ambiente, ainda que seja obrigado a viver e conviver com ele. O profissional tem o dever ético de ser honesto integralmente, pois transgredindo os princípios da honestidade, não prejudica só seu usuário, mas toda uma classe e até uma sociedade.
Tanto é contra a ética a aceitação de tarefa sem conhecimento, como aquela com plenitude deste, mas aplicada para lesar o interesse de terceiros.
As leis de cada profissão são elaboradas com o intuito de proteger os profissionais da categoria como um todo e os indivíduos que dependem desse profissional, assim, a ética profissional é um conjunto de normas de condutas que regem a prática de qualquer profissão.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

PENA DE MORTE

Punição ou Vingança?
Castigo ou Justiça?
Não queremos influenciar, nem somos capazes disso, não queremos mudar opiniões, queremos apenas mostrar os dois lados dessa faca de dois gumes que é a pena de morte.
Pena de morte é uma palavra derivada do grego poine e do latim poene, significa castigo, punição. Significa, assim a punição máxima imposta pelo Estado aos crimes hediondos. Foi instituída com a finalidade de eliminar o delinqüente da sociedade. É uma sentença aplicada pelo poder judiciário que consiste em retirar legalmente a vida de uma pessoa que foi julgada culpada de ter cometido um crime considerado pelo Estado como suficientemente grave e justo de ser punido com a morte.
Toda vez que a sociedade se depara com um crime de maior repercussão, principalmente se tiver requintes de crueldade, independente da história, invariavelmente, a pena de morte volta à pauta. É preciso tem uma certa cautela, porque a pena de morte é tema de apelo fácil à emoção. Quando a sociedade está comovida, quando a emoção social está de alguma forma manipulada ou estimulada, verificamos que a pena de morte ganha campo, adeptos, simpatizantes e defensores. É por isso que precisamos de serenidade para examinar esse tema e cautela para enfrentar argumentos prós e contras a pena capital. Nós sabemos que falha na educação, fatores culturais, fome e má distribuição de renda levam ao aumento da criminalidade e da violência. O que precisamos é atacar as causas da violência, e não admitir a solução simplista da vingança social que é a Pena de Morte.
Não há a menor possibilidade de a pena capital vir a ser aprovada, diz o deputado federal gaúcho Marcos Rolim, ferrenho opositor da pena capital. “Somente rasgando a Constituição”, afirma.
O certo é que a discussão sobre o tema não costuma deixar ninguém indiferente. De Caim, que matou seu irmão Abel, até o americano Timothy que mandou para os ares mais de uma centena de seus compatriotas, a brutalidade está sempre a espreita da espécie humana. Cabe ao Estado a tarefa de resguardar seus cidadãos da fera que pode habitar cada um de nós. E parece que na linha que vai do caos social a organização social perfeita, a pena de morte está mais perto da ponta primeira do que da ponta futura. Seja como for, qualquer ponto de vista, contra ou a favor da execução de cidadãos que tiraram a vida de outros cidadãos, terá que levar em conta a pergunta que o pensador Beccaria deixou no ar a mais de 300 anos: "Qual pode ser o direito que se atribui os homens para trucidar os seus semelhantes?"


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Análise de Ética: Filme "Quase Deuses"

Segue abaixo uma análise do ponto de vista ético e histórico do ótimo filme "Quase Deuses" que narra a trajetória dos médicos que efetuaram a primeira cirurgia cardiaca da história. Vale a pena conferir o filme e compreender o contexto em que ele se passa com o texto apresentado.

1) Qual é o período da historia humana que transcorre o filme? Cite 3 acontecimentos históricos que tiveram impacto sobre a humanidade nesse período?
Quebra da bolsa de valores de Nova York , provocando grave crise econômica e financeira com repercussão mundial.
Lutas sobre o preconceito e o racismo, lutas de classes, greves, passeatas (Martin Luther King)
Revoluções no mundo científico (vacinas, cirurgias, novas técnicas e novos remédios), avanço tecnológico (homem vai a lua, bomba atômica). 

2)Cite e descreva e analise, três violações éticas apresentadas no filme: 
Racismo: a ignorância, o preconceito racial e o conflito racial estão implícitos no filme , podendo ter castrado bons profissionais que fariam diferença, caso tivessem tido uma chance. Os negros saiam da rua para os brancos passarem, não exerciam profissões de destaque, não tinham acesso à porta da frente dos prédios, no ônibus os lugares eram divididos. A maioria aceitava essa condição pois eles mesmos consideravam-se inferiores e incapazes, acomodados em uma tradição imposta pelos brancos. Raras exceções de negros que se destacaram e tiveram coragem de engajar na lutas por igualdade de condições, seja social ou econômica. 
Violação da Lei da Natureza: Cirurgia cardíaca, contra os desígnios de Deus, dono da vida segundo analise da igreja e do padre do filme junto à família.
A Solidariedade Humana: Esquecida ou deixada de lado pelo cirurgião branco na hora de agradecer e lembrar publicamente ajuda e cooperação do auxiliar negro, por não ser graduado em medicina, não levando em consideração os anos de dedicação, trabalho e companheirismo do mesmo.

3)O que a ciência medica considerava intocável na época? Como essa regra foi rompida e qual o princípio revolucionário que surgiu?
Na época do filme o coração humano era intocável, os acadêmicos de medicina aprendiam isso na faculdade. Dr. Blalock e Viviam romperam essa regra realizando cirurgia experimental em cachorros e desenvolvendo novas técnicas, novos aparelhos durante muitos anos até a realização da primeira cirurgia em coração humana (bebê azul), desafiando as leis medicas e as leis de Deus para mais tarde salvar milhões de vidas humanas.

4)No seu entendimento, qual o princípio ético que deve ser rompido no atual estágio da humanidade? Porque e como fazer?
Nenhum princípio deve ser rompido. Escolhemos como tema a Clonagem Humana. Acreditamos que, apesar de todos os avanços tecnológicos a sociedade não esta preparada para a clonagem de seres humanos. A técnica de clonagem ainda esta em aperfeiçoamento. A alta taxa de mortalidade em experimentos com animais, alarmam para o fato de ninguém saber, determinar a normalidade dos embriões. “do ponto de vista científico a clonagem humana é inevitável, mas não sabemos se a sociedade como um todo vai permitir que isso aconteça, porque a ciência avança e não pensa nas conseqüências, o avanço é feito. Mas quem impõe os limites é a sociedade. Os aspectos jurídicos, morais religiosos vão ser determinados pela sociedade”.